
Em Sintomas, a autora conta sua vida amorosa enquanto mistura explicações psicológicas, definições e conceitos para entender atitudes e situações que viveu em seus relacionamentos.
Do início ao fim do livro, Marcela Ceribelli compartilha pensamentos feministas, reflexões sobre o amor moderno e expressões muito usadas atualmente, mas que muitas pessoas ainda não conhecem completamente.
Foi um dos poucos livros que conseguiu me apresentar fatos concretos sem me deixar entediada. A leitura flui justamente porque a autora mistura suas vivências com explicações psicológicas e filosóficas para os sentimentos e frustrações que viveu, o que faz o leitor entender por que tantas pessoas enfrentam problemas parecidos no amor.
Além disso, o livro aborda como as mulheres foram ensinadas, durante muito tempo, a esperar passivamente pelo “príncipe encantado” ou a sustentar relações a qualquer custo, mesmo quando elas deixam de fazer bem. E tudo isso aparece como consequência de uma estrutura patriarcal que molda a forma como muitas mulheres enxergam o amor.
Outro ponto muito interessante é como o livro ajuda a nomear pequenas violências emocionais diárias que costumamos normalizar dentro dos relacionamentos. Muitas atitudes que parecem “comuns” passam a ser questionadas durante a leitura.
A obra também propõe uma reflexão importante sobre o momento em que o amor próprio começa a ser sacrificado em troca de validação externa e expectativas irreais criadas sobre relacionamentos.
Por isso, acredito que Sintomas é uma leitura extremamente necessária para quem deseja sair da idealização romântica e começar a enxergar o amor de uma forma mais saudável e equilibrada.

vinho vida e vitórias
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