
Com a chegada das aulas da faculdade, o que mais tem passado pela minha cabeça é:
e se eu não fizer nenhum amigo lá?
A faculdade não é só um espaço de estudo. É também um lugar de troca, de construção de rede, de encontros. Se eu penso nisso, imagino que outras pessoas também pensem.
Então por que esse medo insiste?
Meu ensino médio não foi um dos melhores.
Ou eu não tinha amigos, ou estava em um grupo no qual eu não me sentia pertencente. Meu maior medo não é a faculdade em si — é repetir esse padrão.
Nos filmes americanos, como Sydney White, a personagem entra na universidade cheia de expectativas, pronta para viver a melhor fase da vida. Existe uma energia de começo, de possibilidade.

Mas aqui, no Brasil, a sensação parece diferente. No meu TikTok, quando o assunto é faculdade, a energia parece pesada. Ansiedade. Competição. Cansaço.Como se muitos jovens já estivessem cansados antes mesmo de começar.
Talvez seja reflexo de um tempo muito marcado pelo individualismo — essa ideia de que é “cada um por si”.
Então, me pergunto se vivemos um tipo de “vírus do individualismo”.
Cada um tentando sobreviver.
E, nesse processo, as conexões vão ficando mais difíceis.
Depois de um ensino médio desgastante, talvez muitos de nós estejamos exaustos demais para tentar de novo. Quem ainda tem amizades da escola segura como algo sagrado. Quem não tem, carrega o medo de continuar sozinho.
E então, ao invés de se enturmar, muita gente se fecha.
Mas talvez a faculdade possa ser diferente.
Talvez não precise ser uma competição constante.
Talvez não precise ser um ambiente onde todo mundo tenta tirar a nota mais alta enquanto torce para o outro ir mal.
Rivalidades sempre vão existir. Comparações também.
Mas se cada um fizer a própria parte — sendo aberto, respeitoso e disponível — a energia muda.
E talvez o medo de “não fazer nenhum amigo” seja apenas o reflexo de alguém que quer, no fundo, pertencer.
E esse novo começo seja justamente a chance de fazer diferente.

-beijos,
isa
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